A Pelican perdeu as comunicações. Antes de desaparecer, a equipe responsável pela nave enviou uma última mensagem: “Funcionou.” Agora, a Plutus Corporation quer descobrir o que aconteceu. Essa é a premissa de Remote Control, uma aventura de terror e ficção científica que utiliza comandos digitados para controlar humanos durante a exploração de uma nave espacial abandonada.

O jogador assume o papel de um Intermediador de Receptores Remotos, responsável por enviar ordens aos chamados Receptores Humanos. A partir de uma mesa de controle, é necessário determinar para onde eles vão, quais riscos enfrentarão e até que ponto podem ser pressionados para cumprir as instruções.

O jogo terá participação no Steam Next Fest, entre 19 e 26 de outubro, e uma demo já está disponível na Steam.

Comandos de texto controlam os receptores

A mecânica central de Remote Control está diretamente ligada à digitação. Os receptores humanos não realizam ações por conta própria: cabe ao jogador escrever comandos para fazê-los se movimentar e investigar diferentes áreas da Pelican.

No começo da aventura, a quantidade de comandos disponíveis é limitada. Novas instruções são aprendidas conforme o jogador explora os arredores, coleta informações e desbloqueia outras partes da nave.

A proposta combina uma estrutura de aventura inspirada nos antigos MUDs com exploração e uma interface apresentada como um sistema operacional fictício, descrito pelos desenvolvedores como fakeOS-style gameplay.

Cada receptor possui características diferentes

A exploração da Pelican envolve um grupo limitado de trabalhadores. O jogador tem 12 receptores humanos disponíveis, e cada um possui gostos e medos próprios.

Essas características podem ajudar ou atrapalhar determinadas estratégias durante a exploração. A escolha de quem será enviado para cada situação, portanto, faz parte do gerenciamento dos riscos.

A nave também apresenta situações nas quais os receptores podem se ferir. Quando uma passagem perigosa bloqueia o caminho, o jogador precisa decidir entre obrigar o receptor a atravessá-la ou procurar uma alternativa.

Essa decisão ganha peso porque a morte é permanente. Os 12 receptores não são recursos descartáveis que podem ser simplesmente substituídos após cada tentativa.

O que aconteceu com a tripulação da Pelican?

A missão começa como uma recuperação de dados, mas rapidamente revela que há algo errado dentro da nave.

Conforme os receptores exploram diferentes áreas da Pelican, o jogador encontra indícios, registros pessoais e outras informações que ajudam a reconstruir os acontecimentos que levaram ao colapso da tripulação.

A investigação aborda elementos como chantagem, traição e ganância corporativa. Entretanto, esses conflitos não são apresentados como a única ameaça existente na nave.

Em determinado momento, a investigação revela que uma presença desconhecida encontrou um novo lar dentro da Pelican. Quanto mais profundamente os receptores avançam, mais a própria nave parece reagir à presença do jogador.

Toxicidade e riscos fazem parte da exploração

A Pelican é descrita como uma nave abandonada e afetada por um fungo tóxico. Esse ambiente transforma a exploração em uma série de decisões sobre risco e segurança.

O jogador precisa equilibrar a necessidade de avançar com a preservação dos receptores disponíveis. Como cada personagem possui características próprias e as mortes são permanentes, escolher quem enviar para determinada área pode alterar o andamento da investigação.

A estrutura também incentiva a exploração gradual. Novos comandos são descobertos à medida que o jogador coleta informações e acessa regiões adicionais da nave, ampliando as possibilidades de interação com o ambiente.

Terror acontece por meio do teclado

Em vez de depender apenas de combate ou exploração tradicional em primeira pessoa, Remote Control coloca o teclado no centro da experiência.

O jogador permanece na posição de alguém que observa os acontecimentos à distância e transmite instruções. A tensão surge da diferença entre dar uma ordem e lidar com suas consequências.

Enviar um receptor para uma área perigosa pode ser necessário para obter uma informação, abrir uma nova rota ou avançar na investigação. Ao mesmo tempo, uma decisão equivocada pode resultar na morte permanente daquele personagem.

Essa estrutura combina gerenciamento de risco com investigação narrativa, enquanto a interface de comandos reforça a ideia de que o protagonista está operando os receptores remotamente.

Demo de Remote Control já está disponível

Remote Control participará do Steam Next Fest de 19 a 26 de outubro, mas os jogadores já podem experimentar a proposta por meio de uma demo disponível na Steam.

O material de divulgação não informa uma data definitiva para o lançamento da versão completa. Até o momento, o foco está na apresentação da mecânica de comandos, na exploração da Pelican e na investigação sobre o desaparecimento da tripulação.

Com a combinação de digitação, gerenciamento de personagens, exploração espacial e terror, Remote Control utiliza uma estrutura baseada em comandos para colocar o jogador diante de decisões que podem determinar quais receptores chegarão vivos ao fim da investigação.

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